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Quando a Imprensa e as Indústrias se unem às Escolas, podemos estar certos que se associaram forças essenciais do Progresso Social. Em outras palavras, mais abrangentes ainda, são os belos e felizes versos do Hino de Itajubá (letra de L. dos Puris e Gildes Bezerra):
   “Suas Escolas são fontes de progresso do Brasil, / suas Enxadas caboclas também traçam seu perfil. / Nas Oficinas seus braços forjam as manhãs / onde a Esperança, a lida e as lutas são irmãs.”
     Como eu próprio, os itajubenses e os pacatitopolitanos de minha geração empunharam enxadas caboclas na horta familiar, no sitiozinho, no milharal, no cafezal. Acordamos com o chamamento das sirenes fabris, com o apito da “Maria-fumaça”, com o ranger das rodas dos carros-de-bois, com o gargalhar desafiador das seriemas, com o som das campainhas das Escolas da Esperança.
     No PACATITO, uma das Escolas de esperanças, que associaram cultura e profissionalismo, ética, civismo e patriotismo, labor, esperanças e dignidade foi a Escola Profissional / Industrial da Fábrica de Itajubá. Efetivamente, o ideal dos Pioneiros do PACATITO tinha todas as dimensões de Escola e de Lição de vida, de esperanças, das científico-tecnológicas às sociais, das éticas às culturais, das cívicas à patriótica.
     Assim é que, em 1945, menos de uma década após ter entrado em funcionamento suas oficinas, construídas vilas residenciais para seus funcionários, restaurante, farmácia, mercado, estação de trem, urbanizado e arborizado seu entorno (PACATITO), a “Fábrica” inaugurou e ativou a ESCOLA PROFISSIONAL, pouco depois denominada ESCOLA INDUSTRIAL.
     Desde então, nobre e diligente atividade, a valorosa Escola Profissional/Industrial da Fábrica de Itajubá formou um mil e vinte e três (1023) alunos. Eram jovens filhos de Mestres, Operários, Funcionários Civis e Militares e de Famílias da comunidade itajubense. Todos se fizeram cidadãos responsáveis, cônscios de seus deveres cívicos e profissionais de elevado nível de competência. Ex-alunos da Escola Profissional/ Industrial incluem dignos Operários, Mestres da FI, Engenheiros, Advogados, Militares e Médicos. Cidadãos brasileiros.
       Orgulho-me de amigos de infância que cursaram a Escola Profissional Industrial e sei, muito bem, da excelência de suas formações moral e cívica, cultural e profissional.
     Lamentavelmente, em 1985, a valorosa Escola Profissional foi desativada.  
    Hoje, com clareza e fruto de vivências, podemos concluir que sua desativação constituiu-se um doloroso equívoco de política educacional e social, quaisquer tenham sido outras eventuais e conjunturais motivações que levaram à decisão.

ESCOLA INDUSTRIAL DA FÁBRICA DE ITAJUBÁ (2/2)

ESCOLAS DE TECNOLOGIAS INDUSTRIAIS; ESPERANÇAS RENOVADAS

    Não desistiremos. Brasileiros, mineiros, itajubenses, pacatitopolitanos (e marinheiros) jamais desistiremos!

   Há algum tempo, com alegria, tivemos conhecimento que um grupo de Ex-alunos (partícipes o Engenheiro Josmal dos Santos, Mestres, Operários, Professores, Advogados, Militares e Engenheiros, aos quais se associam Instituições e cidadãos da Sociedade Itajubense e do Pacatito), teria demonstrado intenção de propor a reativação da Escola Profissional/Industrial da FI, em iniciativa de elevado e abrangente alcance. Propugnam em torno de ideal comum de reativá-la em versão de contemporânea e abrangente de escola de tecnologias industriais.

     Confiamos que todos os setores da Sociedade itajubense acorrerão a incentivar e apoiar a iniciativa. É de se esperar que Indústrias, Entidades sociais privadas e associativas, Órgãos públicos federais, estaduais e municipais contribuam para a reativação da Escola Industrial. Nós, itajubenses, pacatitopolitanos, também.

     Itajubenses, naveguemos juntos nos rumos deste ideal! Contribuamos para a reativação da Escola Industrial da Fábrica de Itajubá em abrangência atualizada de escola de tecnologias industriais.

    Creio ser pertinente e oportuno historiar, brevemente, iniciativa de reativação exitosa da Escola Técnica do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (ETAM), que fora desativada em ocasião próxima à da desativação da Escola Industrial de FI.  Em 1988, no Cargo de Diretor-Geral do Material da Marinha (DGMM) orientei ao Diretor do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, estabelecimento fabril da estrutura organizacional da DGMM, que agilitasse as tratativas com o Ministério da Educação para adoção de contrato para ativação da ETAM.

     O AMRJ utilizou área própria e elaborou, com seu corpo técnico, projeto de infraestrutura, instalações e equipamentos. O Ministério da Educação destinou recursos financeiros para laboratórios especializados, oficinas-piloto instrucionais e, desde então, contratações eventuais de instrutores. Em síntese, ao Arsenal de Marinha não coube aporte de recursos financeiros diretos, ficando estes recursos a cargo do Ministério da Educação, solução essencial para a Marinha em face da redução dos orçamentos financeiros atribuídos conjunturalmente pelo Governo Federal às Forças Armadas.

     Desde 2002 a ETAM, contando com assessoria didática e manutenção de seus laboratórios e oficinas do Ministério da Educação, vem formando sucessivas Turmas de competentes jovens profissionais, que são incluídos nos quadros do próprio AMRJ e destinados a indústrias civis.

      Paralelamente, as atividades incluem atualização de conhecimentos profissionais de seus funcionários, contribuindo para a eficiência e qualidade dos serviços e, muito significativamente, para a valorização cultural e profissional de seu corpo de colaboradores, contribuindo para elevar a autoestima pessoal e o orgulho institucional. É a organização administrativa federal naval na realização de suas responsabilidades sociais.

    Em 2002, após dois anos de ter deixado o serviço ativo da Marinha, iniciei contatos pessoais com autoridades do Exército Brasileiro visando contribuir para desejada reativação da Escola Industrial da FI. Expus ao Comandante do Exército, a dois Generais-de-Exército, sucessivos Chefes do Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército, e ao Presidente das Indústrias Bélicas do Brasil. Apresentei resumo histórico da Escola Industrial da FI. Disse do processo e do êxito da reativação da ETAM e passei todas as informações do planejamento de sua reativação. Antes, do ex-Diretor da IMBEL, General Amarante, tive manifestação de sua compreensão que, pelo pequeno tempo que passou no Cargo e dificuldades de reestruturação organizacional e administrativa, não logrou oportunidade para concretizar a reativação desejada.

     Da mais alta administração do Exército (Comandante do Exército, Chefe do Estado-Maior do Exército e Chefes de Departamento de Ciência e Tecnologia) colhi a certeza da compreensão estratégica, logística, cívica, social e cultural de reativação da nossa Escola Industrial. Sei, porém, que a Presidência da IMBEL e da Superintendência da FÁBRICA DE ITAJUBÁ (Unidade fabril Nº5 da Imbel), por seus titulares de então, ponderaram, essencialmente, com dificuldades financeiras para a realização da proposta sugerida. Cabe registrar que estes, ao que me foi dado concluir, com argumentos fundamentados em dificuldades financeiras, não avaliaram mais profundamente a possibilidade de parceria com o Ministério da Educação ou, talvez alternativamente, parcerias com setores empresariais.   

     Confiemos que na presença dos anseios do desenvolvimento nacional, da lógica social, cívica, estratégica, logística e educacional, que em breve, por sua História e promissoras potencialidades, a Escola Industrial da FI possa dar origem, em continuidade da primeira fase de suas históricas e profícuas atividades, a sua reativação com plena e atualizada abrangência de escola de tecnologias industriais.

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