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Feliciano José Pinto da Silva Patrono da Cadeira nº 13 Primeira ocupante: Maria de Lourdes Maia Gonçalves

12/06/2015 às 08:20

Bem disse Leonardo da Vinci – um dos maiores gênios da humanidade – que “todo conhecimento se inicia com sentimentos”. O pensamento do gênio italiano se aplica à história de vida de Feliciano José Pinto da Silva, ilustre itajubense que viveu na segunda metade do século XIX, mais precisamente, de 1843 a 1895. Homem inteligente, pleno de sensibilidade e de sonhos. Um artista completo, um homem à frente de seu tempo. Inspirado poeta, notável músico e compositor, exímio escultor e pintor, teatrólogo. Tocava com maestria, qualquer instrumento de sopro e de corda. Autor de belíssimas valsas, mazurcas, hinos, dobrados, marchas, polcas. Suas telas retratavam a exatidão das formas geográficas e arquitetônicas da cidade, trabalho árduo de um dedicado e talentoso artista, amante de sua terra natal e de sua gente. A comparação entre a genialidade de Feliciano José e Leonardo da Vinci é oportuna e adequada, haja vista a multiplicidade de atividades artísticas por eles desenvolvidas e suas contribuições para a cultura e para as artes das cidades onde viveram. Feliciano José Pinto da Silva viveu numa época de grandes transformações econômicas, científicas e ideológicas ocorridas na Europa e posteriormente difundidas em grande parte do mundo. Essas mudanças possibilitaram o surgimento do Realismo e, a partir daí, a preocupação do artista em entender o mundo através das ciências.  Seu pensamento passa a ser mais objetivo, mais científico. Daí, o cuidado de Feliciano José em retratar, no poema ou na tela, as características gerais mais marcantes de sua terra natal. Viveu no tempo em que Itajubá emplacava as ruas e praças e numerava as casas, por volta de 1860; inaugurava a iluminação pública com lampiões a querosene; inaugurava a estação ferroviária. O “Leonardo da Vinci itajubense” presenciou a queda da monarquia e o início do sistema republicano de governo.
    Viver somente da arte, nessa época, era muito difícil. Feliciano José trabalhou nos correios e exerceu a profissão de seleiro. Seu nome não pode ficar esquecido. Afinal, como vamos conhecer a história de uma cidade, se desconhecemos a história de seus filhos? O que seria da História da Humanidade, se não houvesse registros, e mais, se esses conhecimentos não tivessem influenciado o pensamento e a ação do homem, rumo à sua evolução histórica e cultural?


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