Área do Assinante

Acesse sua conta e leia agora as principais notícias da nossa cidade e região e conteúdos exclusivos d'O SUL DE MINAS.com.

Cadastrar
Perdi minha senha!
Acesse www.osuldeminas.com

A corrupção até no Judiciário

19/06/2015 às 09:04

Para abordar o tema em título, publicamos textos sobre a entrevista concedida pelo ministro Gilson Dipp, aposentado do cargo de Ministro do Superior Tribunal de Justiça em 25/09/2014:

Um dos juízes mais experientes do País, o ministro Gilson Dipp, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), surpreendeu-se com o grau de corrupção que descobriu em alguns setores do Judiciário no período em que esteve à frente da Corregedoria Nacional de Justiça.

 Durante a gestão de Dipp, até um colega do STJ, o ministro Paulo Medina, foi condenado a se aposentar depois de ser acusado de venda de decisão judicial.
Um dos magistrados pioneiros da criação das varas especializadas no combate à lavagem de dinheiro, Dipp afirma ainda que, mesmo com a melhora da performance dos órgãos de controle, a corrupção está aumentando no País.

Em entrevista concedida em Brasília, Dipp falou que os casos de corrupção no Judiciário não são tão pontuais como imaginava. “A Corregedoria Nacional de Justiça começou a funcionar até pela omissão das corregedorias locais. Posso dizer, com tranquilidade, que as corregedorias dos Tribunais de Justiça dos Estados e algumas corregedorias dos Tribunais Regionais Federais não atuavam condignamente. Se atuassem, seria muito menor a intervenção da Corregedoria Nacional nesse setor disciplinar.”

Segundo Dipp, foram afastados diversos juízes em sindicância. “Vários foram afastados, vários foram punidos e tantos outros estão em tramitação no Conselho Nacional e na Corregedoria e, certamente, gerarão sindicâncias e processos disciplinares”, frisou.

PUNIÇÃO — Na entrevista, o magistrado enumerou os casos mais emblemáticos que enfrentou. “Paulo Medina foi punido com
aposentadoria compulsória, que é a punição mais grave na Lei Orgânica na Magistratura.

Afastamos ainda em fase de sindicância o corregedor-geral de Justiça do Rio de Janeiro. Afastamos o corregedor em exercício do Tribunal de Justiça do Amazonas. Afastamos em processos administrativos disciplinares sete dos nove juízes que atuam nas varas cíveis de São Luís do Maranhão.

Todos eles com antecipações de tutela, ou medidas cautelares, ou liminares, liberando altas somas que se originaram de pequenas ações de indenização por dano moral e que passavam de 5 mil reais a 15 milhões de reais.
Nós tivemos a extinção do Ipraj [Instituto Pedro Ribeiro de Administração Judiciária] em Salvador [BA], aquela autarquia que administrava financeiramente o Judiciário da Bahia.”

Dipp também explicou o que motiva a corrupção entre os Poderes. “O que ocorre no Judiciário, esses casos pontuais, é o que ocorre em outros Poderes. É a sensação de impunidade, a onipotência e a tentativa de obter proveito daquilo que é mais sagrado, a prestação jurisdicional.”

Fonte: Fonte: AJURIS (Associação dos Juizes do Rio Grande do Sul- www.ajuris.org.br)

Veja Mais:

http://www.transparenciaitajuba.org.com.br


Recomendar a um amigo Voltar
Ver todas as notícias em TRANSPARÊNCIA ITAJUBÁ Ver todas as notícias

Mensagem rápida | Editais | Adm | Classificados | Comercial | Leitor

The CAPTCHA image

Em Áudio

Digite abaixo os caracteres acima correspondentes.


cancelar

Jornal O Sul de Minas | Rua Xavier Lisboa, 316 CEP: 37501-042 | Itajubá, MG - Brasil | Telefax: 35 3621 1522

Sites profissionais para o seu negócio