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Ministro da Fazenda mandou um recado claro para estados e municípios: devem fechar as torneiras

02/02/2015 às 08:00

Em muitas torneiras já falta água. Os apagões da energia elétrica estão acontecendo. Economizar água e eletricidade é uma necessidade inadiável. Sobre as torneiras que jorram dinheiro público, o momento de arrocho financeiro exige que sejam fechadas.
O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, no último dia 23, mandou um recado claro para estados e municípios: devem fechar as torneiras. Pressionado pelo ajuste fiscal, o ministro determinou à sua equipe que não libere novos empréstimos nem aumente a capacidade de endividamento dos estados e municípios. O recado é para todos, aliados e adversários. (NE Notícias)
Governo tem o pior resultado das contas públicas desde 1997. Reequilíbrio da economia exige reorientação “imediata da política fiscal”, diz Levy (El País Economia).
Com relação à falta d’água, o problema é de má gestão. É o que afirma o coordenador do Centro de Pesquisas Hidráulicas e Recursos Hídricos (CPH) da UFMG, professor Carlos Barreira Martinez. Segundo ele, o problema vai além da ausência de chuva. Disse: “A crise deve-se a dois fatores: político e ambiental. Só o primeiro é responsável por mais de 70% dos problemas”. Segundo Martinez, a crise está ligada ao uso das empresas públicas de forma política. (Hoje em Dia)
Sobre o apagão, afetando vários estados, Martinez falou: “Ele já era anunciado há pelo menos cinco anos. Muitos especialistas alertaram para o risco. Os gestores sabiam e não vi nada sendo planejado para evitar o pior”.
E a atual crise financeira do país, estados e municípios também não é por causa de má gestão de políticos? O professor Martinez falou que as crises hídricas e de energia têm como principal causa o fator político. Perguntamos: não são os políticos ou seus apadrinhados que abrem os cofres públicos para a gastança desenfreada?
E agora? Será que “vai cair a ficha” desses políticos? Será que vão tomar consciência da gastança desnecessária? Dos empréstimos para obras não prioritárias, da gastança com a máquina administrativa inchada, com o empreguismo político, com diárias de viagem, com a compra de veículos luxuosos, com obras superfaturadas? Será que vão parar com a conivência ou prática de desvios do dinheiro público, a favor de terceiros ou em proveito próprio?
Será que todos os vereadores que têm a função de fiscalizar, antes de aprovar projetos para as obras, irão se inteirar melhor da prioridade das mesmas e também dos seus custos? E, se aprovados, irão acompanhar a execução de cronogramas para que não haja baixa qualidade dos serviços contratados e nem alteração ilegal dos valores?
Será que todo vereador sabe, por exemplo, quanto custa o quadro de pessoal da Prefeitura do seu Município?  Qual é o custo dos cargos comissionados?  Qual é o custo para o funcionamento da Câmara a qual ele pertence? Quanto custa o funcionamento do seu gabinete? Quanto ele, vereador, custa anualmente para os cofres públicos?
Esperamos que, dessa vez, haja uma reflexão de maturidade e uma mudança de atitudes de nossos políticos sobre o atual momento crítico da economia do nosso país, dos estados e dos municípios. E que essas torneiras do dinheiro público sejam realmente fechadas como determinou o atual Ministro da Fazenda.
Esperamos que os eleitores, que votaram nesses políticos, saibam cobrá-los e avaliá-los, de maneira racional. Porque, certamente, os elegeram na esperança de receber melhor assistência de saúde, de segurança, melhor educação para seus filhos, transporte de qualidade e não caro. Esperavam redução e não aumento de impostos, baixa e não aumento de preços.                      E muitos desses contribuintes e eleitores, além de não ter suas necessidades e direitos atendidos, e de não ver as promessas de campanha cumpridas, sofrem com a preocupação da falta d’água e da energia elétrica, como ainda têm de conviver com a expectativa angustiante do desemprego e da falta de trabalho, sintomas de um País em crise econômica.


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