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Novo delegado regional quer aproximar Polícia da comunidade

06/04/2011 às 09:27

Por ANA PAULA RIBEIRO, anapaula@osuldeminas.com

José Walter destacou que irá orientar os policiais a andarem armados apenas quando estiverem em trabalho

MARCO Aurélio entrega o comando da regional em Itajubá ao delegado José WalterAna Paula Ribeiro

Com a missão de combater e investigar a cri-minalidade na região, foi empossado no dia 30 de março, quarta-feira, o novo responsável pela 2ª Delegacia Regional de Polícia Civil, Dr. José Walter da Mota Matos, que também responde pela secretaria do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de Minas Gerais. Ele sucedeu o delegado Marco Aurélio Chauke Piovezan, que esteve à frente desta delegacia por, aproximadamente, seis meses.

O novo delegado atua na Polícia Civil há 10 anos e já passou pelas cidades mineiras de Inconfidentes, Borda da Mata, Pouso Alegre e Santa Rita do Sapucaí. Como delegado regional atuou em Diamantina e São Lourenço.

José Walter é formado na Faculdade de Direito de Pouso Alegre e pós-graduado em Direito Processual Penal pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Minas Gerais. É professor universitário nas faculdades de Direito de São Lourenço e de Machado. É casado e tem duas filhas: Natália, 26 anos, e Vívian, 4 anos.

Em entrevista ao JORNAL DA CIDADE, José Walter destacou que quer aproximar a Polícia Civil da comunidade. “Nossa postura é de abrir as portas para a população e atender de uma forma satisfatória e com eficiência.Temos uma responsabilidade muito grande de substituir o de-legado Marco Aurélio, que fez um trabalho exemplar”, ressaltou.

Designação

José Walter explicou que o chefe de departamento de Pouso Alegre propôs uma permuta entre ele e o delegado Marco Aurélio: um assumirá o comando da delegacia em que o outro estava até então. “É uma política da Polícia Civil; que o delegado regional não fique muitos anos em determinado lugar para não criar determinados vínculos que a administração pública entende não serem benéficos à instituição”, enfatizou.

Além disso, ele disse que houve interesse pessoal de ambas as partes, por questões familiares: Marco Aurélio queria ficar mais perto de Três Corações e José Walter, de Pouso Alegre, onde sua família reside. A transferência foi um pedido de ambos.

José Walter expôs que houve um ‘receio’ na hora de efetivar a permuta. “Ambos estávamos fazendo uma boa administração nas cidades. Vim com o compromisso de manter a mesma linha de trabalho. Pretendo aperfeiçoar e aprofundar as mudanças boas feitas pelo Dr. Marco Aurélio”, explicou.

Ele explicou que irá fixar residência em Itajubá e em Pouso Alegre, cidade onde sua esposa atua como oficial de apoio judicial.

Prioridades

José Walter revelou que tem como prioridade aperfeiçoar o atendimento ao público e a repressão à prática de delitos em Itajubá e nos 15 municípios que a Delegacia Regional abrange. “Uma coisa que pretendo fazer, que identifiquei ‘de cara’, é a melhoria no atendimento ao público, principalmente quanto aos registros de ocorrências. Queremos um relacionamento mais próximo dos policias civis com a população e melhorar a qualidade desse serviço prestado”, ressalvou.

Orientação para os policiais

José Walter foi questionado quanto à atuação de policiais civis que, nos últimos meses, em duas situações diferentes, efetuaram disparos em festas públicas. Ele disse que há uma preocupação com a imagem institucional da Polícia Civil e que todos os policiais serão orientados para que não aconteça esse tipo de ocorrência.

O delegado disse que é preciso esclarecer que a arma é uma ferramenta de trabalho dos policiais, mas que é necessário o bom senso dos mesmos. “Vamos orientar os nossos policiais para que andem ostensivamente armados sim, quando estiverem em operações policiais ou em trabalhos necessários. Fora dessa rotina, não há necessidade de um policial portar uma arma. Este será tema sempre de reuniões com os nossos investigadores, escrivãs e delegados”, disse.

Outra questão abordada por José Walter foi a maturidade do policial, principalmente quando este ingressa muito novo na carreira. “A autoafirmação dele tem que vir de forma proativa e não de maneira que cause uma repercussão negativa para a imagem da instituição. Que-remos que ele seja reconhecido pela sua eficiência na prestação de serviço público e não pela arbitrariedade ou abuso”, enfatizou.

Ele afirma que o desejo não é que a Polícia Civil intimide as pessoas, mas que conquiste o respeito das mesmas. “Vamos conseguir o respeito a partir de nossa postura e de atitudes. Nós temos que trazer a sociedade para nosso lado”, defendeu.

Estrutura física e administrativa

José Walter apontou que existe falta delegado, investigadores e escrivãs na regional. Ele explicou que, pelo cronograma da Polícia Civil, o ideal é que Itajubá tivesse 37 investigadores, considerando o mínimo para ter um atendimento básico, mas, hoje, a delegacia conta com apenas 17. “Há necessidade de concursos para que sejam contratados mais policiais, pois temos menos da metade do efetivo necessário. Nosso trabalho é no sentido de trazer mais recursos para Itajubá, mas não depende só do delegado regional, depende de políticos”, salientou.

Outro dado levantado pelo delegado é que, nos últimos anos, Itajubá perdeu 11 escrivãs de polícia de carreira e não houve substituição.

José Walter disse que já se reuniu com o prefeito municipal Jorge Mouallem, alguns vereadores e lideranças locais. “Estamos nos apresentando para comunidade e levando a nossa proposta de trabalho, principalmente para que o Governo do Estado também assuma a responsabilidade de prover a regional de Itajubá”, expôs.

Quanto à estrutura física, José Walter afirmou que o atual espaço não corresponde à demanda da cidade. “O ideal seria um espaço maior principalmente para os serviços de expedição de carteiras de identidade, de documentos de trânsito e registros de boletins de ocorrência. Vamos lutar para aumentar a estrutura e adequá-la à demanda da cidade”, disse.

Criminalidade

José Walter abordou que os problemas que envolvem o crime em Itajubá são muito comuns nas diversas outras cidades. “O que a gente percebe é que na questão da criminalidade, a repercussão é amplificada, e isso deve a diversos fatores, um deles seria a atuação da polícia. Temos a missão e responsabilidade de construir uma imagem muito positiva da Polícia Civil”, expôs.

Parceria com a PM

Quanto à parceria da Polícia Civil com a Polícia Militar, principalmente na realização de ações conjuntas, José Walter defendeu a interação entre as duas instituições. “Por onde passei, sempre me pautei para um relacionamento amistoso e harmonioso com a Polícia Militar e entendo que não tem como ser de outra forma. Naquilo que depender da Polícia Civil, vamos estar juntos e devemos trabalhar em conjunto”, afirmou.

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