Área do Assinante

Acesse sua conta e leia agora as principais notícias da nossa cidade e região e conteúdos exclusivos d'O SUL DE MINAS.com.

Cadastrar
Perdi minha senha!
Acesse www.osuldeminas.com

Itaú é processado em R$ 20 milhões por caso de aborto em agência

19/06/2015 às 08:46

Por Marco Gonçalves

O Ministério Público do Trabalho em Palmas (TO) pede na Justiça Trabalhista a condenação do Banco Itaú por prática de assédio moral organizacional no Estado do Tocantins. A multa pretendida é de R$ 20 milhões por dano moral coletivo.  

O MP acusa o banco de dar aos funcionários excesso de serviço, o que estaria causando problemas físicos e psicológicos aos empregados. Um dos casos apontados pelo MPT é o de uma funcionária grávida que teria passado mal, tido um aborto espontâneo e, ainda assim, sido impedida de deixar a agência para buscar ajuda médica.
Um comunicado do MP-TO diz que, "mesmo ensanguentada", a funcionária não pôde sair da agência até fechar a tesouraria, o que ocorreu apenas três horas depois do aborto. Segundo o texto, ela teria guardado nesse período o feto em um "saco plástico". No outro dia, após ter visitado um médico, teria voltado à agência para transferir a tesouraria para outro funcionário, mas teria tido seu direito legal de duas semanas de afastamento por causa do aborto reduzido para apenas quatro dias.

 

 Investigação

A investigação promovida pelo MPT-TO foi conduzida pela procuradora Mayla Mey Friedriszik Octaviano Alberti, que buscou, diversas vezes, a manifestação do banco para defesa. O Itaú, no entanto, manteve-se inerte durante todo o procedimento, sem apresentar os documentos solicitados, nem responder as notificações enviadas.
Para a procuradora Mayla Alberti, "os depoimentos colhidos são uníssonos e demonstram que a ré sobrecarrega seus funcionários com acúmulo de funções e carga excessiva de trabalho, muitas vezes não computando a integralidade das horas suplementares laboradas, contribuindo para um flagrante prejuízo à saúde física e mental dos obreiros."

Entre as obrigações pretendidas na Ação Civil Pública (ACP), destacam-se o estabelecimento de metas compatíveis com a atividade laboral, a pausa remunerada para descanso, o pagamento de horas extras com correta anotação, o não acúmulo de funções e não perseguir bancários que prestaram depoimentos no Inquérito Civil.

  entenda o caso

O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Estado do Tocantins (SINTEC-TO) denunciou ao MPT-TO o excesso de serviço na instituição bancária, o que estaria ocasionando problemas físicos e psicológicos em seus empregados.
Além do caso do aborto, foram vários os relatos da pressão excessiva exercida, que por vezes impossibilitava o almoço dos funcionários ou os faziam ficar muito além do expediente, sem anotar as horas extras trabalhadas.
De acordo com nota do MP, o número reduzido de bancários resulta no acúmulo de funções como as de gerente operacional e de caixa. Neste ambiente insalubre, empregados sofreram doenças organizacionais, como estresse, tendinite e lesão por esforço repetitivo, sendo alguns demitidos em razão dos problemas de saúde.
A procuradora Mayla Alberti sustenta que "a busca incessante por metas intangíveis, acrescida de ameaças explícitas e veladas de retaliação ou mesmo demissão no caso de 'rendimento insuficiente' do empregado e somadas aos casos de efetivo adoecimento em razão da conduta vil da demandada configura a insidiosa prática de assédio moral organizacional, cuja ocorrência, infelizmente, já causou dano moral coletivo."
A Ação Civil Pública foi ajuizada na 1ª Vara do Trabalho de Palmas. A primeira audiência foi marcada  para 18 de junho, às 8h15.

 

 Resposta do banco

O banco disse em nota que: "o fato relatado é estarrecedor, fere os mais fundamentais princípios da organização e é inadmissível na nossa ética e cultura de respeito e valorização dos profissionais". A empresa também afirmou que "o Ministério Público do Trabalho conduziu as investigações sob sigilo, por isso tivemos acesso aos documentos somente nesta manhã (3). Desta forma, iniciamos a apuração dos fatos, inclusive, para aplicação das devidas penalidades funcionais, cíveis e trabalhistas".

O Banco é acusado pelo Ministério Público do Tocantins de excesso de serviço aos funcionários, o que teria causado problemas físicos e psicológicos

Fonte: divugação


Recomendar a um amigo Voltar
Ver todas as notícias em Segurança Pública Ver todas as notícias

Mensagem rápida | Editais | Adm | Classificados | Comercial | Leitor

The CAPTCHA image

Em Áudio

Digite abaixo os caracteres acima correspondentes.


cancelar

Jornal O Sul de Minas | Rua Xavier Lisboa, 316 CEP: 37501-042 | Itajubá, MG - Brasil | Telefax: 35 3621 1522

Sites profissionais para o seu negócio