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Sujeira do Ribeirão Anhumas é resultado do corte de gastos da prefeitura

05/01/2016 às 15:48

Por Marco Antonio Gonçalves

Mato está alto em toda a extensão do ribeirão; até pouco tempo atrás, a limpeza da margem do ribeirão era constante com capina e varrição

Quem passa pela beira do Ribeirão Anhumas tem se assustado com a quantidade com o mato crescendo no local. Essa sujeira na beira do ribeirão é a prova do corte de gastos que a prefeitura fez neste final de ano para poder fechar as contas de 2015.

Há poucos meses era muito comum ver funcionários da Vina, empresa contratada para fazer a limpeza da cidade, cortando o mato e limpando a beira do ribeirão. O que era comum, hoje é raridade. O que permanecia limpo, agora já está com sujeira acumulada.

O que agrava mais ainda a situação é que, agora no verão, aumentam as chuvas e com a sujeira, as inundações podem ocorrer com mais facilidade. “Até pouco tempo atrás, era limpinho tudo isso aqui, mas agora pararam de limpar”, diz a aposentada Benedita Silva Souza.

O maior contraste entre a limpeza que era feita há pouco tempo e agora são os bairros Avenida e Medicina. “Acho estranho que antes vinha sempre gente limpar, agora não vê mais. Se a gente quiser isso limpo, a gente mesmo tem que capinar”, comentou outro morador da área Antonio Donizete dos Santos.

No bairro Avenida alguns moradores já se uniram para capinar em frente as suas casas. Na Rua Irmã São Luiz, há um trecho da margem do rio em frente a algumas casas que está completamente limpo. Resultado da força de vontade dos moradores.

Outro problema que é reclamação de quem mora próximo ao ribeirão são os animais, principalmente os ratos, que adoram o mato alto e a sujeira para poderem viver. A reportagem enquanto caminhava na margem do ribeirão para poder colher os relatos e captar as imagens, viu duas enormes ratazanas. “Os ratos aqui são comum quando está com o mato alto. Esses aí são tão grandes que assustam mesmo a gente”, disse Antonio.

 

 Praça

A praça ao lado do Ipsemg, na Medicina, também é um retrato da economia que a prefeitura está fazendo na limpeza da cidade. Ela está praticamente abandonada. O mato está alto, há sujeira e o lixo se acumula na lixeira que está no local.

A pracinha é bastante frequentada por crianças durante o dia que utilizam um balanço que tem no local, mas o mato e a sujeira deixa tudo mais complicado. A situação é a mesma em vários pontos da cidade e a falta de  limpeza em toda a extensão do Ribeirão Anhumas é só mais um retrato do corte de gastos que a prefeitura promoveu, devido a alardeada crise.

 

Corte de gastos

Segundo o contrato da Vina, empresa que cuida da varrição e capina da cidade, entre as obrigações está realizar e manter a conserva das margens de todos os Rios e Ribeirões na área urbana do Município. Também está no contrato varrer o Centro todos os dias da semana, inclusive sábados, domingos e feriados, sem custo adicional por esses dias de trabalho. Todos os dias, deverá ser varrido e limpo, até às 8h, área que compreende todo o calçadão da cidade, principalmente a Praça Theodomiro Santiago. Efetuar no mínimo duas capinas em todos os bairros e ruas do Município durante a vigência do contrato, inclusive se necessário refazer a capina em alguma área que exija. Junto com a varrição a empresa deverá limpar as bocas de lobo, retirando e limpando as grelhas e removendo toda a sujeira de dentro das caixas. A empresa fica responsável, também, pela limpeza e varrição das feiras livres que acontecem as terças-feiras, sábados e domingos e manter a limpeza regular das praças do Município.

Mas, no caso atual, a empresa não tem responsabilidade sobre a sujeira, já que foi a própria prefeitura que decidiu cortar gastos neste setor, como informou o prefeito em entrevistas que deu. Mais de R$1 milhão que estavam empenhados para pagar a Vina foram anulados. Segundo o prefeito, fazer cortes era necessário. Ele, então, escolheu diminuir a varrição e a capina das ruas. O que se vê no ribeirão Anhumas é resultado disso. 


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