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Músicos querem resgatar projeto de um centro cultural para Itajubá

24/05/2011 às 09:27

Por ANTONIO TROTTA, redacao@osuldeminas.com

Luiz Celso, Jorge Murad e Gildes Bezerra fazem parte de um ‘LP’ lançado na década de 80 com objetivo da construção de um centro cultural

Indignação’, talvez esta seja a palavra para melhor definir a vinda de dois músicos de Itajubá à redação do Jornal O SUL DE MINAS, O primeiro deles é Fernando Amarante Santos toca violão e canta. Sua indignação vem de um achado, quando encontrou, entre vários vinis, o LP ‘bens’, de Luiz Celso e Jorge Murad, em um sebo da cidade.

No próprio disco, junto com as letras das músicas, havia um projeto da construção de um Centro Cultural para Itajubá. O disco de vinil foi lançado em 1986, completando, assim, 25 anos de seu lançamento. “Encontrei esse disco ‘Bens’ em um sebo da cidade. Lá eu peguei o disco, comecei a ouvir sem saber muito quem era. Ao abrir o encarte do disco, lá estava um projeto imenso de um centro cultural. Comecei a ler sobre o assunto e vi que eles conseguiram criar um projeto inteiro através da música que estava sendo lançada para dar a base ao projeto”, explicou Fernando.

O LP serviu de base para suas próprias reflexões como artista e cidadão. “Eu encontrei no disco uma resposta para as minhas indagações. Então, alguém já pensou em um projeto cultural para Itajubá também?! Não é só ter um lugar, mas todo mundo estar preparado culturalmente para ir nesse centro”, comentou Fernando.

Fernando explicou onde seria construído este centro cultural. “Dentro do encarte, cita que o prédio era no D.A. Efei (hoje, D.A. Unifei), e a intenção deles era resgatar esse prédio e transformar num lugar para que todo mundo pudesse expor seu talento: uma sala de teatro, um auditório para 200 pessoas sentadas, sala de biblioteca, de exposição e muito mais”, afirmou.

As conclusões do músico mostram que não houve adesão das pessoas ao disco e, consequentemente, ao projeto: “O disco não rendeu, não conseguiram dar continuidade nesse projeto; [os discos] estão largados no sebo”.

O OSM esteve no sebo e comprou um dos LPs ao preço de R$ 2,00 e constatou que ainda há grande quantidade de discos à venda. “Estamos em uma cidade que fala que não há nada de novo, que nada foi produzido nela e que nada em Itajubá vinga; que fecha os olhos para tudo que está na cidade e fica olhando para fora. As pessoas não sabem qual é a manifestação cultural do seu povo”, disse Fernando

“Quem fala que na cidade não tem nada é porque fala que dentro dela não tem nada, pois ela é a cidade! A cidade é o reflexo do inconsciente das pessoas. Cultura é o que a cidade produz de arte”, defendeu Fernando.

O projeto foi lançado há 25 anos e de lá para cá pouco ou quase nada mudou. Mas Fernando, que tem 20 anos de idade, acredita que as coisas podem ser diferentes. “A gente quer que todo mundo olhe primeiro e sinta a necessidade deste espaço, que é o de concentrar todo mundo que está interessado em se reunir e fazer música teatro e arte. Tem muita coisa de que Itajubá foi barrada, não porque faltou gente para fazer, mas porque ninguém olhou para ela. É preciso haver um canal de contato com a população, pois parece que o artista vive em um submundo que não tem nenhuma passagem para o mundo real. A intenção do centro cultural é ser espelho da própria cidade, não é mais nada do que isto. É ter arte lá dentro”, completou ele.

Ao ser questionado quanto a uma nova possibilidade de realizar o projeto ou algo parecido ele argumentou: “Eu pensei nessa questão de entrar em contato com a prefeitura. A cidade precisa disso, e a prefeitura não vai ter como negar. Vai ser inevitável o apoio. A gente tem que lutar, tem que ter alguém para fazer o resgate sempre, senão vai ficar uma coisa esquecida. E quanta coisa já deve ter passado e que ninguém resgatou? Eu encontrei uma possibilidade de expor. A ideia dos 25 anos já é uma chave de tudo também”, propôs.

Quem quiser conhecer melhor os artista e o LP pode pesquisar no site http://amusicaquevemdeminas.blogspot.com/2009/07/luiz-celso-e-jorge-murad-bens.

Felipe Augusto Gama, violinista e canto, de 20 anos de idade, também se surpreendeu com o projeto. “É muito interessante, ele deve ser descongelado, porque todo mundo precisa, todo mundo gosta de música, teatro, cinema; com a arte, as pessoas vão se sentir melhor. É muito importante trazer cultura para a população, mas o mais importante é mostrar a cultura que nós temos aqui dentro de Itajubá e não importar o que vem de fora”, comentou.

Felipe insiste em um espaço que acolha crianças carentes, que nele descubram a arte como forma de vida e de transformação. “Um lugar em que possamos ensinar crianças a ‘fazer arte’ como pintar, fazer teatro e aprender música, ajudaria bastante; isso incentivaria as pessoas a estarem nesse meio e valorizaria a cultura de Itajubá”, argumentou.

Para ele o projeto poderia ser resgatado pelos setores público e privado. “Seria muito interessante partir do setor privado quanto da prefeitura, porque cabe aos dois lados ter um olhar diferente à cultura”, concluiu.


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Comentários

Por Luiz Celso de Carvalho em 09/06/11 18:39

Que bom que alguém descobriu o destino das cópias que não foram vendidas...ou seja, quase todas as fabricadas...Onde fica esse SEBO? Quero comprar algumas cópias...para continuar presenteando - faz 25 anos que eu faço isso - os amigos...Um abraço, Seu Trotta.

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