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PEC 241 DEVE SER JUSTA

04/11/2016 às 09:47

Na hora do arrocho, da redução e do acerto de contas, todo mundo chia. E quando a hora é do desperdício, da gastança, raros são os que alertam para o perigo da festança.
Todo mundo gosta de gastar. Quase ninguém gosta de pagar pelo gasto.
A farra com o exorbitante gasto do dinheiro público, que é de todos e normalmente muito mal administrado por quem deveria ser um exímio piloto nas finanças, provoca a necessidade de logo à frente realizar o acerto de contas que é doloroso.
Há uma clara visão de que as medidas adotadas pelos governos que pretendem promover os ajustes necessários implicam em prejuízos para os trabalhadores e para a parcela mais pobre da população.
Sempre se pode supor que esta hipótese esta coberta de razão. A história assim registra os pacotes para a correção dos rumos da economia.
Estamos vivendo mais um episódio nos dias atuais, em que é necessário que a economia seja reorientada, para corrigir os erros das gestões lulopetistas.
O governo federal, nos mandatos de Lula e Dilma, realizaram uma série de atos inconsequentes e que produziu em um primeiro momento um ar de progresso e resgate de parcela da população das classes mais pobres para o nível médio.
O resultado das medidas adotadas pelos governos petistas foram conhecidos em sua dureza e cruel realidade a partir de 2014/2015 em sequência à reeleição de Dilma Roussef.
A crise chegou avassaladora e o que era tido como uma marolinha, em 2008, por Lula transformou-se em um tsunami de dimensões históricas.
E para uma doença grave só um remédio amargo.
E ninguém gosta deste remédio. A maior das hipocrisias nesta hora é ver a companheirada protestar contra as medidas que precisam ser adotadas. Em vez de tentar atrapalhar o que outros estão fazendo, seria interessante que primeiro assumissem a culpa pelo desastre e, depois, ajudassem a remar a favor da população e não contra, como sempre.
Que tem gente boa nos partidos que governavam com Dilma não há dúvidas. O que é complicado é que a maioria não ajuda, só protesta. E protesta por portestar, não para acrescentar.
A adoção da PEC241 pelo governo de Michel Temer é, no primeiro momento, a alternativa mais sensata. Segurar os gastos públicos pelos próximos 20 anos é mais do que sensato. Para que não digam que o tempo é longo demais, existe uma válvula de escape garantindo uma revisão da proposta daqui a 10 anos.
Aos que criticam utilizando do mote de que a educação e a saúde serão prejudicadas, é importante lembrar que a proposta deixa claro que as duas despesas serão preservadas das perdas de correção, bastando para isso reduzir despesas em outras áreas. Lógica matemática.
Como todo ser humano, o governo deverá gastar bem seus recursos.
A caixa d’água seca se só for usada e nunca reposta.
Na natureza como na vida real, a necessidade de se manter o equilibrio é necessária para que possamos ir longe.
E a aprovação da proposta de redução das despesas governamentais funcionará como um freio no trem descarrilhado em que se transformou o governo. Gasta o que bem quer, sem se preocupar como o dinheiro é conquistado.
Todo o trabalho desenvolvido para a aprovação da PEC241 só será compensador se outras torneiras não forem abertas para drenar o cofre público.
A experiência é tenebrosa. A mesma Câmara que aprovou a emenda, no dia seguinte já autorizou reajustes salariais para distintas categorias de servidores públicos.
Assim não dá! Assim ninguém aguenta.
Se os elegantes e distintos deputados e senadores não tiverem a noção da situação real do país e começarem a promover favores e benesses para certos grupos (e esquecendo que o povão é que paga a conta) nada vai melhorar.
Para que a economia volte a crescer e os benefícios sejam divididos por toda a população, a PEC241 deverá ser conduzida com a seriedade necessária e a responsabilidade esperada dos poderes.


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