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AÇÕES CONTRA ITAJUBÁ

02/03/2015 às 08:00

Temas amargos não devem, pela origem e consequências, ser esquecidos e não comentados.
O aterro que está sendo realizado na várzea do Ribeirão Piranguçu é de uma periculosidade a todo o município de Itajubá que deveria ser comparado a um crime de lesa pátria. Neste caso, pátria municipal, estadual e federal.  Tudo o que está ocorrendo naquele empreendimento, particular( mas com um estranhíssimo apoio e participação ativa do atual prefeito de Itajubá, Rodrigo Riera, e omissão dos vereadores e CODEMA) coloca em risco a segurança patrimonial e o emprego de milhares de pessoas.
Incrível como uma situação desta magnitude, perversa e predatória, não desperta a atenção e não provoca reação adequada de vários setores da sociedade e população itajubense.
As consequências deste aterro que ensejará a realização de outros, a conta-gotas e permanentemente, até a ocupação total daquela várzea (esta deve ser a intenção dos que conseguiram comprar no silêncio aquela área do governo mineiro) será desastrosa para toda Itajubá.
Os lucros auferidos por esta iniciativa encherão os bolsos de pouquíssimos e provocarão a miséria de milhares.
Desde que esta situação de possível ocupação da várzea do Piranguçu, trecho da Piedade até a BR-459, foi iniciada na atual gestão municipal tendo como prefeito Rodrigo Riera e seu vice Christian Gonçalves, percebe-se claramente o interesse empresarial de alguns poucos sendo apoiado pelo governo municipal em detrimento de todo o resto da população.
Após muita contestação, foi assinado um documento em Varginha proibindo qualquer novo aterro na várzea além da área ocupada pelo aeródromo. Este documento conta com a assinatura do prefeito Rodrigo Riera. Infelizmente o que se assinou sentado não foi honrado em pé. Vergonhosa atitude de quem representa a população.
Contrariando o compromisso assumido pelo prefeito de Itajubá Rodrigo Riera juntamente com muitas outras autoridades de que nenhum metro quadrado além do aeroporto seria aterrado naquele local, poucos dias depois o mesmo prefeito Rodrigo Riera manda aprovar o Plano Diretor, em 2014, que permitiu que uma área de aproximadamente 48.000 metros quadrados às margens da BR-459, filé mignon daquela gleba, fosse aterrada para fins comerciais. Atrocidade? Compromissos espúrios sendo liquidados com o patrimônio material e imaterial do povo?
Se os riscos que este aterro provocará contra toda a população são reais, qual o sentido da participação e apoio do prefeito Rodrigo Riera em favor deste absurdo? Afinal de contas, para quem, está trabalhando o prefeito Rodrigo Riera? Para o povo que o elegeu e o sustenta ou para um grupo de poderosos empresários municipais? Quais as vantagens que estarão sendo oferecidas para que os dirigentes municipais nada façam contra este empreendimento, visivelmente contrário ao povo itajubense?
 Senhores vereadores, senhor prefeito e vice, respondam: por que estão a favor desta iniciativa que só poderá trazer lucros para três ou cinco pessoas e prejudicará toda Itajubá?
E os prejuízos são iminentes. Nas próximas cheias teremos a elevação das águas e um aumento da área alagada naquela região. Os moradores dos Bairros São Judas e Jardim das Colinas terão grandes prejuízos, ampliados por este aterro. As empresas instaladas naquele Distrito Industrial terão suas unidades invadidas pelas águas o que provocará o fechamento de algumas e a consequente demissão de milhares de trabalhadores.
Esta situação está sendo tornada real pela omissão do prefeito,  do vice e dos vereadores, principalmente dos membros das comissões de meio ambiente e legislação.
O povo itajubense está, literalmente, sendo abandonado à sorte por omissão daqueles que deveriam ser os seus primeiros defensores.
A situação é vergonhosa, é escandalosa, é ultrajante.
Se ainda restam dúvidas da ação em favor deste empreendimento por parte do prefeito Rodrigo Riera, é de estarrecer saber que ele foi até o IBAMA em Pouso Alegre, levando junto o presidente do CODEMA e um dos responsáveis pelo aterro, para pedir o apoio do gerente do escritório regional para liberar o embargo federal que proíbe qualquer aterro naquela várzea.
O gerente regional do IBAMA rechaçou o pedido e manteve o embargo.
Além de nada fazer para defender o futuro da população itajubense, Rodrigo Riera ainda trabalha, por debaixo dos panos, para favorecer um empreendimento prejudicial à Itajubá.
O mais estranho desta maléfica história é que mesmo com embargo federal proibindo o aterro, o prefeito de Itajubá concedeu autorização para iniciar a obra, com o silêncio ou omissão do CODEMA local, e assustadoramente conseguiu uma licença da Supram, órgão estadual de proteção ao meio ambiente, apoiando sua iniciativa. Tudo feito de modo muito estranho, questionável e muito preocupante.
O próprio estudo realizado para apoiar a construção do aeroporto e aprovado pelas autoridades estaduais do meio ambiente mineiras proíbe qualquer outro aterro na várzea do Ribeirão Piranguçu. Então, por que há tanto desrespeito nesta situação?
Há, nitidamente, uma afronta à lei nesta situação. E os devidos reparos deverão estar sendo solicitados. E não se pode pensar que já que o aterro foi iniciado nada poderá ser feito para reverter a situação. O que foi feito errado deverá ser desfeito. E os responsáveis pela transgressão das leis deverão ser  exemplarmente punidos.
As tenebrosas transações sempre solaparam o patrimônio público e os interesses da coletividade.
Está na hora de se interromper esta situação por demais prejudicial à Itajubá.


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